Controle de qualidade
A explicação mais comum para a origem do Dia Internacional da Mulher é que, no dia 8 de março de 1857, tecelãs de Nova Iorque fizeram uma grande greve, ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho como redução na carga de trabalho, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com violência, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica e esta foi incendiada, causando a morte de pelo menos 130 grevistas. Em 1910, na Dinamarca, decidiu-se que 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às manifestantes de 1857, mas só em 1975 a ONU oficializou a homenagem.
Uma das mais expressivas homenagens à mulher, em seu dia internacional, é o discurso de Luis Alberto Moreno, Presidente do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, reconhecendo que “as mulheres são um bastião de desenvolvimento equilibrado e sustentável para a América Latina, para o Caribe e para as regiões onde o BID tem representações”.
Ao acrescentar que “o reconhecimento se estende também à decisivas contribuições das mulheres ao setor privado e nas iniciativas sociais, culturais e outras que beneficiam a sociedade”, Moreno diz que um de seus principais objetivos à frente do banco é nomear outras mulheres para os seus principais cargos de direção, numa demonstração de que a mulher se mostrou mais eficiente nesse tradicional clube do bolinha.
Lembro, nesse ponto, que o board de diretores do banco internacional já havia reconhecido, há três anos, que a mulher representava o principal alvo dos investimentos da instituição e declarava, com todas as letras, que empréstimos para a mulher tinham índice praticamente zero de inadimplência, o dinheiro era sempre bem aplicado, os projetos realizados rigorosamente e quase não havia sinal de corrupção quando a mulher estava à frente dos organismos públicos.
Registrei em meu livro “Cidadão de Festim” e num artigo (“Brasil quer colo”, publicado aqui mesmo) que as mulheres são os seres mais articulados, organizados, honestos e confiáveis com que Deus nos presenteou. Não me aparto da imagem da dona-de-casa que conhece o carteiro, o padeiro, o leiteiro, toda a vizinhança, que opina sobre a roupa do marido, que veste os filhos para a escola, que prepara o lanche dos meninos, que faz o almoço, que vai ao mercado, sabe quanto aumentou o feijão e o chuchu e, de quebra, sabe que tipo de vacina os filhos tomaram. São informações que nenhum homem detém, com certeza. Por essa experiência da vacina, inclusive, já passei e fiquei com cara de bobo à frente da pediatra.
Bilhões de dólares são investidos em publicidade buscando atrair a atenção dessa mulher especial, que, sem saber (ou, quem sabe, sabendo de tudo), manda em tudo e em nós todos. Repito, a mulher é o ser mais informado e articulado da sociedade e, como digo sempre, nosso controle de qualidade. Esta é minha homenagem sincera, que ninguém pode contestar e que vale para todos os dias do ano.

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