Seul, Coréia do Sul, 2 de Fevereiro de 2006
O movimento foi lançado pelo Rev. Sun Myung Moon em dezembro de 2005, baseado na convicção de que a ONU, com sua representação próxima a 200 países, não representa mais os interesses da comunidade mundial. De acordo com Moon, a ONU se governa por cinco grandes países, que formam o chamado Conselho de Segurança e tem poder de veto sobre todas as demais e os continentes representados se engalfinham por interesses regionais, particulares, econômicos.
Por isso, seu primeiro objetivo foi apresentar à ONU a sugestão de um Comitê Inter-religioso, composto por todas as correntes e lideranças religiosas do mundo. Esse Conselho, de acordo com o Rev. Moon, imprimiria uma visão humanista e religiosa às questões discutidas na ONU, aproximando mais a organização do ideal de paz que tanto propala.
Baseado nessa idéia, o próprio Moon viajou durante 100 dias por cem países, nomeando pessoalmente seu corpo de Embaixadores da Paz Universal, além de fazer contato com lideranças governamentais que hoje enviaram seus representantes à primeira assembléia.
O evento teve início com um plenário composto desses embaixadores, vindos daqueles 120 países (na verdade, oficialmente, estão representados aqui 127, mais correntes políticas).
Na abertura, diferentes lideres religiosos fizeram suas orações, recitaram seus princípios que foram do Alcorão, aos ensinos de Buda, aos escritos judeus até a oração católica, mostrando que para o movimento, pelo menos a religião não será uma barreira.
A seguir, os trabalhos serão divididos em cinco grandes comitês de discussão – Desenvolvimento Humano, Direitos Humanos e Responsabilidades, Bom Governo, Construindo a Paz, Mídia e Paz, dos quais surgirão pautas para futuros encontros e proposições.
Pode-se ver com desconfiança o movimento, se forem olhadas apenas as propostas econômicas do grupo ao redor do mundo, mas até mesmo a tão combatida benção do casamento inter-racial tem sua razão de ser, vista com mais cuidado. Moon acredita que com os casamentos inter-raciais haverá menos possibilidade de um futuro belicista, já que ninguém ira guerrear contra filhos, cunhados, sobrinhos e irmãos. É ver para crer.
De qualquer forma, a idéia de uma nova ONU, com alguma inspiração religiosa e maior empenho em favor da paz e não de interesses regionais ou econômicos é digna de ser defendida, independentemente de quem a tenha apresentado. E o Rev. Moon, ao menos, com seus empreendimentos econômicos, seus jornais, seus hospitais, universidades e mesmo seu conglomerado religioso tem visibilidade suficiente para fazer a idéia ser debatida e até mesmo implantada ao redor do mundo.
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