Seul, Coréia do Sul, 31 de Janeiro de 2006
Pra começar, fui indicado por aqui para ser o presidente da APPN - Associação de Proteção do Pantanal Natural, que terá responsabilidade de prosseguir com as pesquisas de frutas do cerrado e com os projetos de reflorestamento tão caros ao Presidente Kim, que já voltou, desgostoso, para a Coréia. Foi uma perda razoável, pois ele tocou sozinho essa pesquisa por nove anos.
Ao invés de atrairmos uma indústria de montagem de circuitos para computadores, celulares, ou trazermos uma indústria de alimentos (frutas, por exemplo, cuja empregabilidade é de 800 pessoas por hectare contra um peão na indústria do boi em que vivemos), estamos querendo receber multas por dano ambiental. No País de Gales, nos Estados Unidos, no Egito, na Bélgica, todos os lugares mais desenvolvidos do que nós, o Moon foi convidado e incentivado a investir muito dinheiro em projetos locais. Aqui, corremos atrás do cara para dar multas e pedir propinas.
Então, na minha volta, farei um relato na Assembléia, onde o Mauricio achar melhor, sobre o que pode ser feito pelos coreanos por aqui. Hoje à tarde discutiremos um plano de reflorestar as matas ciliares dos rios da bacia do Taquari com plantas frutíferas. Produzimos frutas e ainda dessassoreamos os rios.
Culturalmente, quero conhecer alguns aspectos das duas Coréias, uma paupérrima, que proíbe internet, telefone celular, televisão aberta e jornais. Outra riquíssima. Não dá para entender, mas já começo a desconfiar de alguns pontos.
Por outro lado, o que diferencia a Coréia do Sul, com inúmeras indústrias de automóveis nacionais enquanto o Brasil, mesmo após o tão propalado governo Juscelino, não tem uma indústria nacional até hoje!
Há muito a fazer, mas a burrice campeia por aqui.

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